29 novembro 2006

Traz-me

Traz-me os teus olhos a brilhar
das montra, das ruas, da gente
de tudo o que te fez contente
traz-me um pouco do frio e do calor
do linguajar incoerente
da boutique e do bazar
traz-me o teu humor ao acordares
num quarto de hotel indiferente
traz-me o teu calor ao conversares
com alguém inteligente
traz-me os sabores novos
do que te deram a provar
e traz a tua voz de novo
e o teu olhar

Palm Pilot

Quando os raios infravermelhos aquecerem o ar
e levarem este poema à tua mão
quando os cristais líquidos se alinharem
e riscarem o teu ecran
quando toda a luz desta sala
marcar nos teus olhos o negro das palavras que te escrevo
quando os meus pensamentos se sincronizarem com os teus
saberás tudo o que poderias saber
com os teus olhos cruzando os meus:
amo-te

O meu primeiro poema electrónico

O meu primeiro poema electrónico para ti
teria mesmo de ser feito na Califórnia
ao som quente e vivo do teu Jazz
Quanto te queria agora Mary
para de novo ver os teus olhos
brilhar no pôr-do-sol verde do Pacífico
e de novo pasmar com a beleza envolvente de Carmel
Como te desejo quando éramos novos
como queria vibrar contigo com o novo evangelho informático
e sentir-te comigo
com todos os átomos e bytes e moléculas e a tua carne e o teu humor
e (porque não dizê-lo) o teu amor
Mary